quarta-feira, 12 de março de 2025

FOLOSOFIA - NEJA Filósofos Pré-Socráticos Os filósofos pré-socráticos fazem parte do primeiro período da filosofia grega. Eles desenvolveram suas teorias do século VII ao V a.C., e recebem esse nome, pois são os filósofos que antecederam Sócrates. Esses pensadores buscavam nos elementos natureza as respostas sobre a origem do ser e do mundo. Focando principalmente nos aspectos da natureza, eram chamados de “filósofos da physis” ou "filósofos da natureza". Foram eles os responsáveis pela transição da consciência mítica para a consciência filosófica. Assim, buscaram dar uma explicação racional para a origem de todas as coisas. A mitologia grega explicava o universo através da cosmogonia (cosmo, "universo", e gónos, "gênese" ou "nascimento"). A cosmogonia dá sentido a tudo o que existe através da ideia de nascimento a partir de uma relação (sexual) entre os deuses. Os filósofos pré-socráticos abandonaram essa ideia e construíram a cosmologia, explicação do universo baseado no lógos ("argumentação", "lógica", "razão"). Os deuses deram lugar à natureza na compreensão sobre a origem das coisas. A filosofia nascida com esses primeiros filósofos deu origem a toda uma produção de conhecimento e de representação da realidade. Toda essa construção serviu como base para o desenvolvimento da cultura ocidental. 1. Tales de Mileto Nascido na cidade de Mileto, região da Jônia, Tales de Mileto (624 a.C. - 548 a.C.) acreditava que a água era o principal elemento, ou seja, era a essência de todas as coisas. Tudo é água. 2. Anaximandro de Mileto Discípulo de Tales, nascido em Mileto, para Anaximandro (610 a.C. - 547 a.C.), o princípio de tudo estava no elemento denominado “ápeiron”, uma espécie de matéria infinita. De onde as coisas têm seu nascimento, ali também devem ir ao fundo, segundo a necessidade; pois têm de pagar penitência e de ser julgadas por suas injustiças, conforme a ordem do tempo. Anaxímenes de Mileto Discípulo de Anaximandro, nascido em Mileto, para Anaxímenes (588 a.C. - 524 a.C.), o princípio de todas as coisas estava no elemento ar. Como nossa alma, que é ar, nos mantém unidos, assim um espírito e o ar mantêm unido também o mundo inteiro; espírito e ar significam a mesma coisa. 4. Heráclito de Éfeso Considerado o “Pai da Dialética”, Heráclito (540 a.C. - 476 a.C.) nasceu em Éfeso e explorou a ideia do devir (fluidez das coisas). Para ele, o princípio de todas as coisas estava contido no elemento fogo. Nada é permanente, exceto a mudança. A filosofia de Heráclito de Éfeso é caracterizada pelo mobilismo. 5. Pitágoras de Samos Filósofo e matemático nascido na cidade de Samos. Pitágoras (570 a.C. - 497 a.C.) afirma que os números foram seus principais elementos de estudo e reflexão, do qual se destaca o “Teorema de Pitágoras”. Ele também foi responsável por chamar de "amantes do conhecimento" aqueles que buscavam explicações racionais para a realidade, dando origem ao termo filosofia ("amor ao conhecimento"). O universo é uma harmonia de contrários. 6. Xenófanes de Cólofon Nascido em Cólofon, Xenófanes (570 a.C. - 475 a.C.) foi um dos fundadores da Escola Eleática, se opondo contra o misticismo na filosofia e o antropomorfismo. Enquanto eterno, o ente também é ilimitado, pois não possui começo a partir do qual pudesse ser, nem fim, onde desapareça. 7. Parmênides de Eléia Discípulo de Xenófanes, Parmênides (530 a.C. - 460 a.C.) nasceu em Eléia. Focou nos conceitos de “aletheia” e “doxa”, onde o primeiro significa a luz da verdade, e o segundo, é relativo à opinião. O ser é e o não ser não é. Para Parmênides, o conhecimento só é possível porque nada muda, tudo é imutável, permanente e o movimento é uma ilusão. (Imutabilidade e permanência). 8. Zenão de Eléia Paradoxo de Zenão - Aquiles jamais alcançaria a tartaruga se sempre tivesse que percorrer metade do caminho restante. Discípulo de Parmênides, Zenão (490 a.C. - 430 a.C.) nasceu em Eléia. Foi grande defensor das ideias de seu mestre, filosofando, sobretudo, acerca dos conceitos de “Dialética” e “Paradoxo”. O que se move sempre está no mesmo lugar agora. 9. Demócrito de Abdera O átomo, durante séculos, foi uma abstração da filosofia. Apenas em 1661, o cientista Robert Boyle desenvolveu a teoria de que a matéria fosse composta de átomos Nascido na cidade de Abdera, Demócrito (460 a.C. - 370 a.C.) foi discípulo de Leucipo. Para ele, o átomo (o indivisível) era o princípio de todas as coisas, desenvolvendo assim, a “Teoria Atômica”. Nada existe além de átomos e do vazio. Correntes ou Escolas Pré-Socráticas Segundo o foco e o local de desenvolvimento da filosofia, o período pré-socrático está dividido em Escolas ou Correntes de pensamento, a saber: • Escola Jônica: desenvolvida na colônia grega Jônia, na Ásia Menor (atual Turquia), seus principais representantes são: Tales de Mileto, Anaxímenes de Mileto, Anaximandro de Mileto e Heráclito de Éfeso. • Escola Pitagórica: também chamada de "Escola Itálica", foi desenvolvida no sul da Itália, e recebe esse nome visto que seu principal representante foi Pitágoras de Samos. • Escola Eleática: desenvolvida no sul da Itália, sendo seus principais representantes: Xenófanes de Colofão, Parmênides de Eléia e Zenão de Eléia. • Escola Atomista: também chamada de “Atomismo”, foi desenvolvida na região da Trácia, sendo seus principais representantes: Demócrito de Abdera e Leucipo de Abdera. Fim da Filosofia Pré-Socrática A filosofia pré-socrática tem seu fim com a mudança do pensamento que tinha como foco a natureza. Com a intensificação da vida pública, as atenções dos filósofos passaram a se relacionar com a vida pública e a atividade humana. Esse novo período tem o filósofo Sócrates como marco da mudança e é chamado também de período antropológico da filosofia. A Morte de Sócrates - pintura retrata momentos finais da vida do filósofo grego condenado à morte (cálice com cicuta) por expor suas ideias. Sócrates (470 a.C-399 a.C.) foi um importante filósofo grego que inaugurou o segundo período da filosofia grega, o período antropológico. Nasceu em Atenas e é considerado um dos fundadores da filosofia ocidental. A filosofia de Sócrates, baseada no diálogo, era chamada de filosofia socrática. Era marcada pela expressão “conhece-te a ti mesmo”, em virtude da busca da verdade através do autoconhecimento. Ademais, da filosofia do “diálogo” de Sócrates, destaca-se a “maiêutica”, que significa literalmente “trazer a luz”. Esta faz relação com a iluminação da verdade que, para ele, está contida no próprio ser. O que é Filosofia? Filosofia é um campo do conhecimento que estuda a existência humana e o saber por meio da análise racional. Do grego, o termo filosofia significa “amor ao conhecimento”. Segundo o filósofo Gilles Deleuze (1925-1995), a filosofia é a disciplina responsável pela criação de conceitos. a questão da filosofia é o ponto singular onde o conceito e a criação se remetem um ao outro.” (Gilles Deleuze) Os principais temas abordados pela filosofia são: a existência e a mente humana, o saber, a verdade, os valores morais, a linguagem, etc. O filósofo é considerado um sábio, sendo aquele que reflete sobre essas questões e busca o conhecimento através da filosofia. Dependendo do conhecimento desenvolvido, a filosofia possui uma gama de correntes e pensamentos. Como exemplos temos: filosofia cristã, política, ontológica, cosmológica, ética, empírica, metafísica, epistemológica, etc. É possível definir um conceito de filosofia? Questionar o conhecimento mítico e buscar explicações lógicas e racionais para o universo. A filosofia nasce a partir da curiosidade e do "amor ao conhecimento". Assim, os primeiros filósofos questionaram as explicações dadas pela mitologia e buscaram construir um conhecimento baseado no lógos, na razão, com o objetivo de descobrir a verdade sobre o universo. Diferentes autores tentam definir o conceito de filosofia, mas não há um consenso ou uma definição exata do que é, essencialmente, a Filosofia. Algumas tentativas de definir o conceito: • "A verdadeira filosofia é reaprender a ver o mundo." (Maurice Merleau-Ponty) • "A filosofia busca tornar a existência transparente a ela mesma." (Karl Jaspers) • "Ó filosofia, guia da vida!" (Cícero) • "A filosofia ensina a agir, não a falar." (Sêneca) • "Ciência é o que você sabe. Filosofia é o que você não sabe." (Bertrand Russell) • "A filosofia é um caminho árduo e difícil, mas pode ser percorrido por todos, se desejarem a liberdade e a felicidade." (Baruch de Spinoza) • "Se queres a verdadeira liberdade, deves fazer-te servo da filosofia." (Epicuro) • "Filosofia é a batalha entre o encanto de nossa inteligência mediante a linguagem."( Ludwig Wittgenstein) • "Fazer troça da filosofia é, na verdade, filosofar." (Blaise Pascal) Para que serve a Filosofia? Por meio de argumentos que utilizam a razão e a lógica, a filosofia busca compreender o pensamento humano e os conhecimentos desenvolvidos pelas sociedades. A filosofia foi essencial para o surgimento de uma atitude crítica sobre o mundo e os homens. Ou seja, a atitude filosófica faz parte da vida de todos os seres humanos que questionam sobre sua existência e também sobre o mundo e o universo. De tão importante, esse campo do conhecimento tornou-se uma disciplina obrigatória no currículo escolar, bem como foram criadas diversas faculdades de filosofia. Origem da Filosofia A filosofia tem início na Antiguidade, quando surgem as cidades-estados na Grécia Antiga. Antes disso, o pensamento, a existência humana e os problemas do mundo eram explicados de maneira mítica. Ou seja, as explicações estavam baseadas na religião, na mitologia, na história dos deuses e, até mesmo, nos fenômenos da natureza. Assim, com o surgimento da polis grega, os filósofos, que na época eram considerados enviados dos deuses, começaram a investigar e sistematizar o pensamento humano. Com isso, surgem diversos questionamentos, que até esse momento não possuíam tal explicação racional. O pensamento mítico foi dando lugar ao pensamento racional e crítico, e daí surgiu a filosofia. Veja também: A Origem da Filosofia Você sabia? Os termos “filosofia”, “filósofo” e “matemática” foram criados pelo filosofo pré-socrático grego Pitágoras. Segundo ele: “O filósofo não é dono da verdade, nem detém todo conhecimento do mundo. Ele é apenas uma pessoa que é amiga do saber.” A legitimidade do poder político: revisitando as teorias contratualistas Nem todo poder é político, e nem todo poder político implica necessariamente o uso da força, como assinala Bobbio (2010, p. 164). O uso da força é uma condição necessária, mas não suficiente para a existência do poder político. Dessa feita, não é todo grupo social com condições de usar a força, até mesmo com continuidade, que exerce um poder político, haja vista a existência de diversas organizações criminosas que legitimam no uso da força sua base de existência, mas, obviamente, a exercem de forma ilegal. Pode-se dizer que o poder político se refere ao domínio, faculdade ou jurisdição que se tem para mandar ou para executar uma ação que afeta aos demais, mesmo contra sua vontade, utilizando-se da força, caso seja necessária. Por conseguinte, atualmente caberá quase que exclusivamente ao Estado o exercício do poder político, e, consequentemente, o monopólio do uso legal da força. Para o Estado, existe, ou seja, onde há um mecanismo de governo controlando determinado território, com autoridade legitimada e capacidade de uso da força militar para sua implementação política. O poder político assume a coordenação e a supremacia de todos os outros tipos de poder, constituindo-se no núcleo da ação política, submetendo todos os indivíduos à sua coercibilidade em virtude da crença em sua legitimidade. Nesse diapasão, no que se refere à legitimidade do poder político, ela deve derivar da necessidade de estabelecer-se a necessária convivência social, e desse modo, se toleraria um maior ou menor grau de dominação de um grupo sobre os demais com vista a essa finalidade estatal precípua. Quando o poder é despersonalizado, ou seja, é trasladado à figura de um ente despersonalizado como o Estado, o que se nota é que fica facilitada a submissão e aceitação de suas determinações pelos indivíduos. Daí que o poder é considerado legítimo quando é aceito e existe a disposição de obediência por parte daqueles que não o detêm. Por outro lado, será ilegítimo quando exercido por indivíduos ou grupos sociais não aceitos pelos demais, e que impõem sua vontade sob uma resistência. (DIAS, 2010, p. 32). Marx e Weber foram teóricos da Sociologia que descreveram o funcionamento da sociedade de forma distinta. Com relação às teorias sobre o Estado. Os dois teóricos consideram que o Estado exerce um processo de dominação sobre a sociedade. Embora a força física seja uma condição necessária e exclusiva do poder, não é condição suficiente para a sua manutenção. Em outras palavras, o poder que apenas se sustenta na força não pode durar. Logo, esse poder também precisa ser legítimo, ou seja, ter o consentimento daqueles que o obedecem. A noção de legitimidade é uma das chaves do problema do poder, como ressalta Duverger (1981, p. 15). Na maioria dos grupos sociais, os homens acreditam que o poder deve ter uma natureza específica, repousar sobre certos princípios, revestir-se de alguma forma, fundar-se sobre uma origem, etc., sendo legítimo apenas o poder que corresponda a uma determinada crença. Podemos afirmar que a noção de legitimidade nas sociedades democráticas traduz-se como “consenso”, ou seja, a conformidade que existe em uma dada sociedade sobre suas estruturas, hierarquia, orientação, autoridade, governo, etc. CIEP Brizolão 270 Prefeito José Alves de Azevedo Turma: NEJA I Data: ____/____/_24_ Professora: Nome:___________________________________________________________ DISCIPLINA: FILOSOFIA 1º BIMESTRE Questão 1 A palavra filosofia é grega. É composta por duas outras: philo e sophia. Philo deriva-se de philia, que significa amizade, amor fraterno, respeito entre os iguais. Sophia quer dizer sabedoria e dela vem a palavra sophos, sábio. Filosofia significa, portanto, amizade pela sabedoria, amor e respeito pelo saber. Filósofo: o que ama a sabedoria, tem amizade pelo saber, deseja saber. Assim, filosofia indica um estado de espírito, o da pessoa que ama, isto é, deseja o conhecimento, o estima, o procura e o respeita. Chaui, Marilena. Convite à Filosofia. Ática, 1995. No texto, a filósofa Marilena Chauí define o sentido da palavra filosofia, criada por Pitágoras. A filosofia nasce com o objetivo de: a) concordar com as explicações dadas pela mitologia. b) questionar o conhecimento mítico e buscar explicações lógicas e racionais para o universo. c) demonstrar a impossibilidade de construção de um conhecimento verdadeiro. d) atentar contra os deuses e desenvolver uma sociedade sem crenças. Questão 2 "O ser é e o não ser não é; este é o caminho da convicção, pois conduz à verdade. (...) Pois pensar e ser é o mesmo." Parmênides, Poema O trecho do Poema de Parmênides revela um princípio fundamental de sua filosofia. Qual é esse princípio? a) Centralidade em questões políticas. b) Mobilidade. c) Desprezo da fé. d) Imutabilidade e permanência. Questão 3 "Ninguém se banha duas vezes no mesmo rio. Para os que entram nos mesmos rios, correm outras e novas águas." Heráclito, Fragmentos Heráclito propõe um caminho para o conhecimento oposto à concepção de Parmênides. Na metáfora citada, o filósofo aponta para uma realidade em constante transformação. O pensamento de Heráclito pode ser caracterizado como: a) dedicado à compreensão de uma realidade imutável e permanente. b) definido pela impossibilidade de um conhecimento verdadeiro. c) mobilista, definido pela eterna mudança e o constante devir. d) idêntico ao pensamento de Tales de Mileto, que afirma que "tudo é água". Questão 4 O Estado, objeto de estudo da Sociologia e da Ciência Política, constitui um mecanismo de controle social existente na sociedade. É CORRETO afirmar que a) o Estado democrático tem o poder pleno para determinar a vida de todos os indivíduos em sociedade, a partir do exercício de uma autoridade pessoal. b) o Estado constitui a totalidade da estrutura social. c) só o Estado possui autoridade - poder legitimo - para regulamentar o uso da força. d) somente o Governo expressa a autoridade legítima do Estado, com os demais Poderes assumindo uma atuação alheia a esse aparato institucional. Questão 5 O conceito correto de Estado está explicitado na alternativa a) É uma forma de organização com poder supremo e cargos distribuídos por poderes, que são limitados por normas específicas. b) Forma-se através da organização de um grupo de pessoas, cidadãos, que tem o poder de mandar em um território, de acordo com a lei. c) Consiste em uma habilidade de determinado grupo fazer valer seus próprios interesses ou as próprias preocupações, mesmo diante de resistências. d) Existe onde há um mecanismo de governo controlando determinado território, com autoridade legitimada e capacidade de uso da força militar para sua implementação política. Questão 6 Marx e Weber foram teóricos da Sociologia que descreveram o funcionamento da sociedade de forma distinta. Com relação às teorias sobre o Estado, podemos concluir que: a) elas divergem, pois para Marx o Estado é regulador da sociedade, enquanto para Weber ele exerce a dominação. b) a teoria de Weber enobrece o Estado na sociedade pelos benefícios sociais, ao contrário de Marx. c) os teóricos relatam o Estado como a mais importante instituição da sociedade moderna. d) os dois teóricos consideram que o Estado exerce um processo de dominação sobre a sociedade. Questão 7 (Interbits) Considerando o regime político brasileiro após a Constituição de 1988, pode-se dizer que o Brasil é um/uma: a) República democrática parlamentarista. b) Ditadura democrática nacionalista. c) República democrática presidencialista. d) Parlamentarismo republicano. Questção 8 (Interbits) A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, falou, nesta sexta (13), sobre a importância do processo eleitoral frente à democracia brasileira. Para ela, essas eleições serão um desafio para a Justiça Eleitoral, que deverá aplicar, pela primeira vez, a Lei da Ficha Limpa. “Ninguém tolera mais a corrupção. Temos que fazer cumprir essa lei”, disse. Fonte: Bahia Toda Hora. 14 jul. 2012. Disponível em: . Acesso em 21 nov. 2012. Nos últimos anos, surgiu uma forte mobilização social em favor da promulgação da chamada Lei da Ficha Limpa, que procura evitar que políticos com fortes indícios de corrupção possam ser eleitos nas eleições. A respeito da relação entre corrupção, processo eleitoral e legislação, assinale a alternativa INCORRETA: a) Apesar de praticada, é consenso considerar que corrupção é um ato que afronta a sociedade. b) A corrupção diz respeito às condutas individuais, não podendo ser considerada como um fenômeno social. c) Uma democracia somente é eficaz se o povo se sente representado pelos políticos eleitos. d) A lei abarca diversas demandas sociais. É por isso que toda lei é uma construção histórica. Questão 9 Na concepção de Weber, a política é uma atividade geral do ser humano. A atividade política se desenvolve no interior de um território delimitado e a autoridade política reivindica o direito de domínio, ou seja, o direito de poder usar a força para se fazer obedecer. Se há obediência às ordens, ocorre uma situação de dominação. Sobre os tipos de dominação, assinale a alternativa correta. a) A dominação legal racional é a mais impessoal, pois se baseia na aplicação de regras e normas aos casos particulares. b) O machismo é o tipo mais característico de dominação legal racional. c) A forma mais típica de dominação tradicional é a burocracia. d) A dominação carismática constitui um tipo bastante comum de poderio, na medida em que se baseia na crença em qualidades pessoais comuns a todos os indivíduos. “O príncipe, portanto, não deve se incomodar com a reputação de cruel, se seu propósito éo povo unido e leal. De fato, com uns poucos exemplos duros poderá ser mais clemente do que outros que, por muita piedade, permitem os distúrbios que levem ao assassínio e ao roubo.” MAQUIAVEL, N. O Príncipe, São Paulo: Martin Claret, 2009. No século XVI, Maquiavel escreveu O Príncipe, reflexão sobre a Monarquia e a função do governante. A manutenção da ordem social, segundo esse autor, baseava-se na: a) Inércia do julgamento de crimes polêmicos. b) Bondade em relação ao comportamento dos mercenários. c) Compaixão quanto à condenação de transgressões religiosas. d) Neutralidade diante da condenação dos servos. e) Conveniência entre o poder tirânico e a moral do príncipe. ESTADO, PODER E POLÍTICA (ATIVIDADE E GABARITO) - novembro 19, 2016 1. (Unioeste) Max Weber (1864-1920) afirma que “devemos conceber o Estado contemporâneo como uma comunidade humana que, dentro dos limites de determinado território […], reivindica o monopólio do uso legítimo da violência física” (Weber, Ciência e Política: duas vocações. São Paulo: Cultrix, 2006, p. 56). Assinale a alternativa CORRETA, a respeito do significado da afirmação de Weber. a) Para Weber, no caso do Estado contemporâneo, apenas seus agentes podem utilizar a violência de modo legítimo dentro dos limites do seu território. b) O Estado foi sempre o único agente que pode utilizar legalmente a violência com o consentimento dos cidadãos – a violência dos pais contra os filhos, por exemplo, sempre foi ilegal. c) Atualmente, o Estado é o único agente que utiliza a violência (ameaças, armas de fogo, coação física) como meio de atingir seus fins – assim a segurança de todos os cidadãos está garantida. d) Outros grupos também podem utilizar a violência como recurso – por exemplo, as empresas privadas de vigilância – independente da autorização legal do Estado. e) Todos os cidadãos reconhecem como legítima qualquer violência praticada pelos agentes do Estado contemporâneo – por exemplo, quando a polícia usa balas de borracha contra grevistas. 2. (Unimontes) O Estado, objeto de estudo da Sociologia e da Ciência Política, constitui um mecanismo de controle social existente na sociedade. É CORRETO afirmar que a) o Estado democrático tem o poder pleno para determinar a vida de todos os indivíduos em sociedade, a partir do exercício de uma autoridade pessoal. b) o Estado constitui a totalidade da estrutura social. c) só o Estado possui autoridade - poder legitimo - para regulamentar o uso da força. d) somente o Governo expressa a autoridade legítima do Estado, com os demais Poderes assumindo uma atuação alheia a esse aparato institucional. 3. (Ufu) Nas Ciências Sociais, particularmente na Ciência Política, definir o Estado sempre foi uma tarefa prioritária. As tentativas nesta direção fizeram com que vários intelectuais vissem o Estado de formas diferentes, com naturezas diferentes. Numa palestra intitulada Política como vocação, Max Weber nos adverte, por exemplo, que o Estado pode ser entendido como uma relação de homens dominando homens. No trecho da canção d´O Rappa, Tribunal de Rua, dominação é o que se percebe, também, na relação entre cidadãos e policiais (braço armado do Estado). A viatura foi chegando devagar E de repente, de repente resolveu me parar Um dos caras saiu de lá de dentro Já dizendo, aí compadre, você perdeu Se eu tiver que procurar você tá fodido Acho melhor você ir deixando esse flagrante comigo [...]. O Rappa. Lado A Lado B. Warner, 1999. A partir da perspectiva weberiana, relacionada ao trecho da canção acima, evidencia-se que a dominação do Estado a) é exercida pela autoridade legal reconhecida, daí caracterizar-se fundamentalmente como dominação racional legal. b) é estabelecida por meio da violência prioritariamente exercida contra grupos e classes excluídos social e economicamente. c) ocorre a partir da imposição da razão de Estado, ainda que contra as vontades dos cidadãos que, normalmente, àquela resistem. d) a exemplo da dominação de outras instituições, opera de forma genérica, exterior e coercitiva. 4. (Unicentro) O conceito correto de Estado está explicitado na alternativa a) É uma forma de organização com poder supremo e cargos distribuídos por poderes, que são limitados por normas específicas. b) Forma-se através da organização de um grupo de pessoas, cidadãos, que tem o poder de mandar em um território, de acordo com a lei. c) Consiste em uma habilidade de determinado grupo fazer valer seus próprios interesses ou as próprias preocupações, mesmo diante de resistências. d) É uma instituição sobre a qual se exerce a soberania através da organização de um grupo de pessoas que têm status social similar, segundo critérios diversos, especialmente, o econômico. e) Existe onde há um mecanismo de governo controlando determinado território, com autoridade legitimada e capacidade de uso da força militar para sua implementação política. 5. Marx e Weber foram teóricos da Sociologia que descreveram o funcionamento da sociedade de forma distinta. Com relação às teorias sobre o Estado, podemos concluir que: a) elas divergem, pois para Marx o Estado é regulador da sociedade, enquanto para Weber ele exerce a dominação. b) a teoria de Weber enobrece o Estado na sociedade pelos benefícios sociais, ao contrário de Marx. c) os teóricos relatam o Estado como a mais importante instituição da sociedade moderna. d) os dois sociólogos têm a mesma visão enobrecedora do Estado na sociedade moderna. e) os dois teóricos consideram que o Estado exerce um processo de dominação sobre a sociedade. 6. (Enem PPL) Colonizar, afirmava, em 1912, um eminente jurista, “é relacionar-se com os países novos para tirar benefícios dos recursos de qualquer natureza desses países, aproveitá-los no interesse nacional, e ao mesmo tempo levar às populações primitivas as vantagens da cultura intelectual, social, científica, moral, artística, literária, comercial e industrial, apanágio das raças superiores. A colonização é, pois, um estabelecimento fundado em país novo por uma raça de civilização avançada, para realizar o duplo fim que acabamos de indicar”. MÉRIGNHAC. Précis de législation et d´économie coloniales. Apud LINHARES, M. Y. A luta contra a Metrópole (Ásia e África). São Paulo: Brasiliense, 1981. A definição de colonização apresentada no texto tinha a função ideológica de a) dissimular a prática da exploração mediante a ideia de civilização. b) compensar o saque das riquezas mediante a educação formal dos colonos. c) formar uma identidade colonial mediante a recuperação de sua ancestralidade. d) reparar o atraso da Colônia mediante a incorporação dos hábitos da Metrópole. e) promover a elevação cultural da Colônia mediante a incorporação de tradições metropolitanas. 7. A gente não sabemos escolher presidente A gente não sabemos tomar conta da gente A gente não sabemos nem escovar os dentes Tem gringo pensando que nóis é indigente Inútil... A gente somos inútil. MOREIRA, R. Inútil. 1983 (fragmento). O fragmento integra a letra de uma canção gravada em momento de intensa mobilização política no Brasil pelo fim da Ditadura Militar. A canção foi censurada por estar associada: a) ao rock nacional, que sofreu limitações desde o início da ditadura militar. b) a uma crítica ao regime ditatorial que, mesmo em sua fase inicial, impedia a escolha popular do presidente. c) à falta de conteúdo relevante, pois o Estado buscava, naquele contexto, a conscientização da sociedade por meio da música. d) à dominação cultural dos Estados Unidos da América sobre a sociedade brasileira, que o regime militar pretendia esconder. e) a alusão à baixa escolaridade e à falta de consciência política do povo brasileiro. 8. (Interbits) Considerando o regime político brasileiro após a Constituição de 1988, pode-se dizer que o Brasil é um/uma: a) República democrática parlamentarista. b) Ditadura democrática nacionalista. c) República democrática presidencialista. d) Parlamentarismo republicano. e) Monarquia republicana democrática. 9. A lei não nasce da natureza, junto das fontes frequentadas pelos primeiros pastores: a lei nasce das batalhas reais, das vitórias, dos massacres, das conquistas que têm sua data e seus heróis de horror: a lei nasce das cidades incendiadas, das terras devastadas; ela nasce com os famosos inocentes que agonizam no dia que está amanhecendo. FOUCAULT. M. Aula de 14 de janeiro de 1976. In. Em defesa da sociedade. São Paulo: Martins Fontes. 1999 O filósofo Michel Foucault (séc. X) inova ao pensar a política e a lei em relação ao poder e à organização social. Com base na reflexão de Foucault, a finalidade das leis na organização das sociedades modernas é: a) combater ações violentas na guerra entre as nações. b) coagir e servir para refrear a agressividade humana. c) criar limites entre a guerra e a paz praticadas entre os indivíduos de uma mesma nação. d) estabelecer princípios éticos que regulamentam as ações bélicas entre países inimigos. e) organizar as relações de poder na sociedade e entre os Estados. 10. (Interbits) A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, falou, nesta sexta (13), sobre a importância do processo eleitoral frente à democracia brasileira. Para ela, essas eleições serão um desafio para a Justiça Eleitoral, que deverá aplicar, pela primeira vez, a Lei da Ficha Limpa. “Ninguém tolera mais a corrupção. Temos que fazer cumprir essa lei”, disse. Fonte: Bahia Toda Hora. 14 jul. 2012. Disponível em: . Acesso em 21 nov. 2012. Nos últimos anos, surgiu uma forte mobilização social em favor da promulgação da chamada Lei da Ficha Limpa, que procura evitar que políticos com fortes indícios de corrupção possam ser eleitos nas eleições. A respeito da relação entre corrupção, processo eleitoral e legislação, assinale a alternativa INCORRETA: a) Apesar de praticada, é consenso considerar que corrupção é um ato que afronta a sociedade. b) A legitimidade dos processos eleitorais depende da confiança da população nas instituições públicas. c) Uma democracia somente é eficaz se o povo se sente representado pelos políticos eleitos. d) A lei abarca diversas demandas sociais. É por isso que toda lei é uma construção histórica. e) A corrupção diz respeito às condutas individuais, não podendo ser considerada como um fenômeno social. 11. (Ufu) Sobre o sistema político brasileiro atual é correto afirmar que a) o descumprimento de promessas de campanha implica a perda do mandato político. b) os eleitores escolhem representantes pelo critério do mandato imperativo. c) referendo e plebiscito são possibilidades constitucionais de participação direta. d) entre os crimes de responsabilidade que podem produzir a perda de mandato, está a ruptura com itens do programa partidário. 12. (Unimontes) O termo “cidadania” foi consagrado pelo sociólogo inglês Thomas Humphrey Marshall (1893-1981), o qual, segundo esse autor, implica um sentimento de pertencimento e lealdade a uma civilização. Sobre esse assunto, analise as proposições abaixo. I. A noção de cidadania se estabelece a partir dos deveres de cada indivíduo para com o Estado, mas também pelos direitos que esse Estado lhe garante. II. Cidadania é exercer a liberdade individual em todas as circunstâncias da vida social, sem nenhum empecilho jurídico. III. Cidadania é também acesso a uma renda adequada, que permita ao cidadão desfrutar de um padrão de vida comum a seus concidadãos. IV. Cidadania implica reconhecer as particularidades de gênero, cultura, raça e sexualidade. Estão CORRETAS as afirmativas a) IV, II e I, apenas. b) I, III e IV, apenas. c) II, III e IV, apenas. d) I, II e III, apenas. 13. (Unimontes) Em termos legais, a ideia de cidadania diz respeito às regras segundo as quais é conferida a pertença nacional. Essas regras podem ser baseadas na linguagem, no território, ou na combinação de ambos. O sociólogo inglês Thomas Humphrey Marshall problematiza o conceito de cidadania, colocando-o em oposição ao fenômeno da exclusão. Portanto, é INCORRETO afirmar: a) Cidadania se estabelece não só a partir dos deveres de cada indivíduo para com o Estado, mas também pelos direitos que esse Estado lhe garante. b) Um indivíduo que desfruta da condição de cidadão é aquele autorizado a exercer sua liberdade sem restrições sociais e muito menos sem ser constrangido com as normas e regulação do Poder Público. c) Historicamente, o usufruto dos direitos civis permitiu a demanda e obtenção dos direitos políticos, e estes teriam aberto o caminho para a conquista, pela via democrática, dos direitos sociais. d) A evolução do conceito de cidadania possibilitou a afirmação das particularidades de gênero, cultura, raça e sexualidade e, notadamente, de classe social no Brasil contemporâneo. 14. (Uema) A questão da corrupção está em evidência e aumenta o desencanto com a política. Considerada como um dos maiores males da democracia, suas consequências são nefastas. Shakespeare, em “Medida por medida”, destacou essa problemática, conforme o fragmento abaixo: Uma coisa é ser tentado e outra coisa é cair em tentação. Não posso negar que não se encontre num júri, examinando a vida de um prisioneiro, um ou dois ladrões, entre os jurados, mais culpados do que o próprio homem que estão julgando. A Justiça só se apodera daquilo que descobre. Que importa as leis que ladrões condenem ladrões? SHAKESPEARE, W. Comédias e sonetos. São Paulo: Círculo do Livro, 1994. Assinale a alternativa que expressa o sentido da corrupção política. a) Uso do poder público para proveito, promoção ou prestígio particular, ou em benefício de um grupo ou classe, constituindo violação da lei ou de padrões de elevada conduta moral. b) Utilização da violência nua para impor autoridade e auferir benefícios particulares. As vantagens obtidas se apoiam no poder dos dominantes e no uso da arbitrariedade. c) Fenômeno político baseado na capacidade simbólica de exercer ascendência sobre os outros, utilizando expressivamente a coação. d) Fenômeno que coloca todos em nível de igualdade – vendedores e compradores – com a finalidade de promover a troca de bens serve de elemento regulador das relações entre os indivíduos. e) Fenômeno político que induz a um benefício ou direito desfrutado por indivíduos, partilhado pela generalidade das pessoas. 15- (Ufu 2011) Na concepção de Weber, a política é uma atividade geral do ser humano. A atividade política se desenvolve no interior de um território delimitado e a autoridade política reivindica o direito de domínio, ou seja, o direito de poder usar a força para se fazer obedecer. Se há obediência às ordens, ocorre uma situação de dominação. Sobre os tipos de dominação, assinale a alternativa correta. a) A dominação legal racional é a mais impessoal, pois se baseia na aplicação de regras e normas aos casos particulares. b) O machismo é o tipo mais característico de dominação legal racional. c) A forma mais típica de dominação tradicional é a burocracia. d) A dominação carismática constitui um tipo bastante comum de poderio, na medida em que se baseia na crença em qualidades pessoais comuns a todos os indivíduos. GABARITO: 1- A 2- C 3- A 4- E 5- E 6- A 7- A 8- C 9- B 10- E 11- D 12- B 13- B 14- A 15- A

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